domingo, 28 de agosto de 2011

El barco


El barco es mi corazón... el puerto es seguridad de mis deseos...
Sigo con el viento
Miro las rocas
Y por el mástil de mi vida vuelan aves

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Beijo de gay não pode, matar a chutes e pontapés pode: ou a hipocrisia brasileira nossa de cada dia.




Há tempos que as telenovelas brasileiras vêm levantando uma discussão de permitir em suas tramas o beijo entre pessoas do mesmo sexo. Essa questão suscita polêmicas, obviamente por parte de alguns que se dizem guardar “a moral e os bons costumes” e por isso se julgam e se levantam contra o direito que outro tem de se beijar publicamente ou até mesmo ter um casamento civil com pessoa do mesmo sexo.

Frequentemente escutamos que a “a sociedade não está preparada para ver o beijo gay nas novelas”. A partir daí nos questionamos: “se a sociedade não está preparada para ver o beijo gay, certamente está pronta para ver gays sendo agredidos até a morte nas novelas?”. O que é incrível nisso tudo é o grau de hipocrisia da sociedade brasileira que se camufla por baixo de um argumento religioso de que Deus criou o homem para mulher, logo a afetividade homossexual é “proibida”.

Ora, desde tempos de outrora que se têm notícias da homossexualidade. Isso não é novo, certamente a violência também não é. Cremos que, se a violência é histórica, ela pode acabar. Em tempos de discussão de respeito à diversidade, é inconcebível naturalizar a violência gratuita a pessoas que têm orientação sexual diferente.

É tempo de discutir, falar e se posicionar contra essa violência diária, seja física, psicológica ou religiosa. A liberdade, direito inegável do ser humano, deve ser de fato respeitada. Não é justo que se prive o outro de externar sua forma de amar e beijar seu ou sua companheiro (a) porque um grupo se diz guardiães da voz de Deus diz que não é “certo”. Pobre Deus, Ele não precisa de porta-voz. Acredito que uma hora dessas deve estar em galáxias de distâncias desses religiosos hipócritas.

Então, propaguemos: Gays de todo mundo, mostremos nossa afetividade.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tempo




Eia Tempo, Zara Tempo, Senhor da serenidade.
Eu que sou tão pequeno
durmo no teu colo e desperto com teu sibilar matinal

Teus tambores me avivam
Sua casa é em todo lugar.
Não há  rua, caminho, monte que o Senhor não conheça

Ensina-me a respeitar teu caminho,
a peregrinar sob o sol da manhã até o áureo celeste vesperal
e guardarei em segredo o nosso acordo

Eia Mano, Eia cumpadi
senta-te aqui ao meu lado
e nos embriaguemos

Esqueçamos das horas
E giremos sobre esse mundo
até chegar a outro ciclo

De sua morada, a rua, sou convidado
Tempo, Senhor dos caminhos
e de contínua sabedoria ancestral